Pecado: a corrupção do mundo

pecado

Majoritariamente as pessoas não pensam. Elas não interrogam. Apenas consomem e agem de acordo ao que a sociedade impõe. Sem saber se é certo ou errado. Não há busca. Há miséria. Não há paz. Há guerra. Por quê? As pessoas não sabem responder. E não sabem responder por causa de um único problema, o pecado.

“O pecado é um dos mais tristes fenômenos da vida humana, e também o mais comum. Faz parte da experiência comum da humanidade e, portanto, impõe-se à atenção de todos os que não fecham deliberadamente os olhos para as realidades da vida humana”. [1]

Pretendemos aqui refutar o problema do pecado com base no Antigo Testamento, que intitulamos como: A corrupção do mundo de Deus. Iremos, portanto, decifrar no Antigo Testamento os principais textos que nos aludem a entender melhor o comportamento alienado do ser – humano em nossos tempos, bem como, nos tempos em que a própria palavra de Deus relata. Para isso, precisamos inicialmente traçar um panorama geral da criação, inferindo assim, para o problema do pecado, que começa com a queda da humanidade, é neste ponto que queremos nos deter com mais profundidade e devoção para então dar sentido, ou melhor, refutar o porquê da corrupção do mundo de Deus. A intenção não é, obstante, de trazer respostas abstratas quanto ao problema do pecado, mas sim, de salientar com precisão a narrativa bíblica a respeito do que o pecado fez com a raça humana, ou seja, o que tudo isto ocasionou. Por isso, não teremos respostas aqui de várias perguntas que vamos, até mesmo, citar no decorrer do texto, mas vamos, com toda certeza, entender alguns aspectos do ser humano em pleno século XXI que são conseqüências deste pecado, originado por um casal que representou toda raça humana.

1. Deus como criador

No primeiro capítulo de Gênesis percebemos o relato da natureza surgindo de uma simples ordem de Deus, o qual é anterior a ela e dela independente. Contrário a outras posições e pensamentos, em Gênesis fica claro que Deus é o criador. Toda a criação depende de Deus; toda criação prestará contas diante de Deus. O hebraico “bara”, “criar”, é uma palavra chave, sendo empregada seis ou sete vezes no relato da criação. Essa palavra tem Deus como seu único sujeito no Antigo Testamento, e não se faz nenhuma menção do material a partir do qual se cria algum objeto. Ela descreve um modo de agir que não possui analogia humana. Só Deus cria, assim como, só Deus salva. [2]

É importante destacarmos, já que discutiremos sobre isto mais tarde quanto ao problema do pecado, que em alguns versos de Gênesis como, por exemplo, v. 4, 10, 12, 18, 21, 25 e 31 há a afirmação de que tudo o que Deus cria é bom. Neste sentido entramos em alguns debates mais tarde. Entretanto, neste ponto queremos abordar que o auge da criação é a humanidade (Gn 1:26-28). Na frase – “à imagem de Deus” – podemos compreender o quanto é singular o relacionamento entre Deus e o homem, ou pelo menos, deveria ser. Mais adiante Deus percebe a solidão do homem e como resposta forma uma auxiliadora “que se contraponha a ele”. Essa nova criatura, mulher, deve ser sua contraparte, alguém que lhe seja correspondente e adequado. Como se não bastasse esta criação, Deus ainda utiliza-se de uma parte do homem para criar a mulher, não porque necessita disso, mas para que o homem e a mulher tivessem, verdadeiramente, uma ligação muito íntima, tanto que quando se torna uma só carne com a mulher deixa seu lar, pais, para viver apenas com a mulher. Este foi apenas um esboço sobre o Deu criador para que pudéssemos, agora sim, salientar os problemas do pecado.

2. O problema do pecado

Antes de tudo, é preciso definir o que é o pecado. Se pesquisarmos o que significa esta palavra num dicionário lá estará: crueldade, iniqüidade, maldade, perversidade, culpa, defeito, vício, deslize, erro, falha e, até mesmo, falta. Mas provavelmente pensamos da mesma forma, que o pecado na verdade é muito mais do que isso, ou seja, é a desobediência ao próprio Deus. Mas onde originou o pecado? Alguns pontos precisam ser discorridos sobre esta questão.

Primeiro, não podemos considerar Deus como autor do pecado. Deus evidentemente deu a certeza da entrada do pecado no mundo, mas não se pode interpretar isso de modo que faça Deus à causa do pecado no sentido de ser Ele o seu autor responsável.  Basta lermos textos como o de Jô 34:10 que diz: “Longe de Deus o praticar ele a perversidade, e do Todo-poderoso o cometer injustiça”; para sabermos que seria uma blasfêmia dizermos ou afirmarmos que Deus é o autor do pecado. Tem muitos outros textos que nos dão base para afirmar que Deus não é o autor do pecado, entre eles Isaías 6:3; Deuteronômio 32:4; Salmos 92:16 e etc.

Segundo, podemos sim afirmar, que o pecado teve sua origem no mundo angélico. Em Gn 1:31 após Deus criar tudo, inclusive um grande número de anjos, viu que tudo o que havia feito era bom. Mas ocorreu uma queda no mundo angélico, quedas na qual legião de anjos se apartaram de Deus. Não se sabe ou fala muito a respeito de qual tenha sido este pecado, o que sabemos de fato é que houve a queda.

Terceiro, a origem do pecado na raça humana teve início com a transgressão de Adão no paraíso, e, portanto, com um ato perfeitamente voluntário da parte do homem. O tentador veio do mundo dos espíritos com a sugestão de que o homem, colocando-se em oposição a Deus, poderia tornar-se semelhante a Deus. Adão se rendeu a tentação e cometeu o primeiro pecado, comendo do fruto proibido. Mas não foi só isso. O que aconteceu a partir daí, foi que Adão se tornou escravo do pecado. Esse pecado trouxe consigo corrupção permanente, corrupção que, dada à solidariedade da raça humana, teria efeito, não somente sobre Adão, mas também sobre todos os seus descendentes. [3]

Uma questão debatida é sobre este relato da queda de Adão. Dependendo da veracidade, no sentido de, se o relato deve ser entendido literalmente ou não, anularia a questão da, digamos assim, herança da pecaminosidade de Adão? Bem, existem basicamente três teorias que abordam esta questão, vejamos:

 Teoria Literal

Esta teoria nos impulsiona a crer que tudo o que lemos em Gênesis de fato é algo concreto e real, um fato que realmente aconteceu. . Quanto à teoria literal de Gênesis 3 existem argumentos fortes, pois alguns dos próprios escritores bíblicos encararam a narrativa desta maneira. Podemos ver isto em: “Jó 31:33; Ec 7:29; Is 43:27; Os 6:7; Rm 5:12, 18,19”[4] entre outros. Portanto, são algumas bases que não nos autorizam a dizer e afirmar que a narrativa é completamente um mito ou alegoria.

Teoria Histórica

“Existem ainda os que não deixam de lado o caráter histórico da narrativa. Para eles a serpente não deve ser vista como literal, mas sim, como um símbolo da cobiça, do desejo sexual, do raciocínio pecaminoso etc.” [5] A teoria histórica classifica Gênesis 3 em partes como sendo literal, ou seja, algo real.

Teoria Mitológica

Outros pensadores como, “Barth e Brunner consideram a narrativa do estado original e da queda do homem um mito.” [6] Este pensamento traz a tona que a narrativa de Gênesis 3 não passa de uma alegoria, ou seja, uma narrativa na qual aparecem seres e acontecimentos imaginários que simbolizam ‘forças da natureza’, aspectos da vida humana e etc. Berkhof então nos fala que a partir desse ponto de vista “a narrativa não passa de mero ensinamento onde embora o “homem seja atualmente incapaz de realizar algum bem e esteja sujeito a lei da morte, não há porque ser necessariamente assim.” É possível ao homem livrar-se do pecado e da morte por uma vida de comunhão com Deus.” [7] Esta é a vida retratada na narrativa de Gênesis. Portanto, o primeiro pecado, cometido por Adão obteve alguns resultados. São eles:

  1. Depravação total da raça humana.
  2. Perda da comunhão com Deus mediante o Espírito Santo.
  3. Consciência tanto da corrupção e da culpa.
  4. Morte espiritual e física.
  5. Consequentemente o homem foi expulso do paraíso.

3. Teorias filosóficas sobre o pecado

Sabendo que Deus alertou a Adão para não comer de tal fruto, porque mesmo assim Adão comeu? Qual foi, de fato, o caráter essencial do primeiro pecado? Existem sete teorias filosóficas que discorrem neste tema. Vejamos estes em contraste com idéia bíblica do pecado.

1 – Teoria Dualista.

Basicamente, podemos compreender a teoria dualista inserida na filosofia grega, mais precisamente, no movimento gnóstico. Os Gnósticos, assim como, sua teoria dualista acreditava na existência de ‘um principio eterno do mal’. Sabemos que os gnósticos tinham como base em sua doutrina ou crença que a alma era boa e o corpo era o mal. Então, eles propunham, para escapar do pecado, se livrar do corpo. Bem, Berkhof nos alude que este pensamento, filosofia, ou crença, não pode ser real por algumas razões: “primeiro, não pode existir, fora de Deus, algo que seja eterno e independente de sua vontade; segundo, a teoria dualista tira do pecado o seu caráter ético, fazendo dele uma coisa puramente física e independente da vontade humana, e isto, destrói na verdade a idéia de pecado.” [8] Portanto, segundo Berkhof e creio que também a própria bíblia nos da fundamentos para descartar esta teoria da origem do mal.

2 – Teoria de que o pecado é mera privação.

Essa teoria nos traz a mente de que o pecado é inevitável. Segundo a própria teoria, o pecado é inevitável do mesmo modo que as limitações do ser humano são inevitáveis. Por isso, diz-se mera privação. A privação por ela mesma faz do ser pecador.

3 – Teoria de que o pecado é uma ilusão.

Talvez, mesmo que sem saber, as pessoas em nossos dias vivem de certa forma com esta idéia em suas mentes de que o pecado é mera ilusão. Vemos que esta teoria leva o ser humano a reduzir tudo aquilo que se fala e ensina sobre caráter e conduta moral. Na verdade, as pessoas que pensam ser o pecado algo ilusório para vida das pessoas que buscam se aproximar de Deus, acabam vivendo suas próprias vidas com a ilusão de que estão fazendo o que é correto. Tanto Spinoza quanto Leibnitz entendem o pecado como algo errado, ou seja, um mero defeito, uma limitação em que o homem está consciente dele mesmo, de onde ele pode chegar, mas de fato ele não sabe.

4 – Teoria de que o pecado é falta de consciência de deus, pelo fato de estar a natureza humana presa aos sentidos.

Esta teoria que tem como pensador Schleiermacher entende que “o mal estava presente no homem mesmo em seu estado original, quando sua consciência de Deus não era suficientemente forte para dominar a natureza sensorial do homem, presa aos sentidos.” O propósito então desta teoria é dizer que a consciência do pecado para o homem, depende da sua consciência de Deus. – parece-me colocar Deus como o fabricante do pecado – o fato é que as escrituras estão completamente contrárias a esta tese, Louis Berkhof nos esclarece: “Esta teoria sustenta que o homem erroneamente julga que esse mal é o pecado e, assim, entende o pecado e a culpa como puramente objetivos.” Berkhof nos ajuda a entender que na verdade o que a teoria nos propõe é denunciar Deus como o autor do pecado, já que ele é o criador da natureza. Entretanto, sabemos que Deus não é o autor do pecado.

5 – Teoria do pecado como falta de confiança em deus e como oposição ao seu reino, devido à ignorância.

“Ritschl também da ênfase ao fato de que o pecado é entendido somente do ponto de vista da consciência cristã.” [9] Esta teoria afirma que o pecado não é, propriamente dito, uma transgressão a lei de Deus, mas sim, a não consciência do propósito de Deus. Já que se define como pecado a não consciência da vontade ou plano de Deus, evidencia-se também que o pecado é mera ignorância do homem e, por isso, por ser ignorância do homem, Deus perdoa. É bem contrária a teologia bíblica que conhecemos. Este conceito “não faz justiça à oposição escriturística de que o pecado é, acima de tudo, transgressão da lei de Deus e, portanto, torna o homem culpado à vista de Deus e merecedor de condenação.” [10]

6 – Teoria de que o pecado é egoísmo.

‘Muller e Strong’ acreditam e defendem o conceito de que o pecado é egoísmo. Dentro desta teoria existem os que entendem este egoísmo como algo contrário ao altruísmo ou da generosidade, enquanto outros, entendem ser uma escolha pelo seu próprio ego ao invés de Deus. Berkhof cita esta teoria como uma das melhores já mencionadas já que “todo egoísmo é pecado”. Mesmo assim, sabemos que há muitos outros pecados, que embora tenham o próprio egoísmo inserido não há possibilidade de afirmar que o egoísmo é a base de todo pecado.

“A inimizade com Deus, a dureza de coração, a impenitência e a incredulidade são pecados hediondos, mas não podem ser simplesmente classificados como egoísmo.” [11]

7 – Teoria de que o pecado consiste na oposição das propensões inferiores da natureza humana a uma consciência moral desenvolvida gradativamente.

Esta teoria descreve que o pecado é ‘composto’ através da teoria da evolução, ou seja, “os impulsos naturais e as qualidades herdadas, derivadas dos animais inferiores, compõem o material do pecado, mas não se tornam pecado concretamente enquanto não forem tolerados contrariamente ao senso moral da humanidade em seu desenvolvimento gradual.” [12]

“O defeito radical dessas teorias todas é que procuram definir o pecado sem levar em consideração que o pecado é essencialmente o abandono de Deus, a oposição a Deus e transgressão da lei de Deus. Sempre se deve definir pecado em termos da relação do homem com Deus e sua vontade como vem expressa na lei moral.” [13]

            O Antigo Testamento nos alude a algumas particularidades com respeito ao pecado. O pecado é o resultado de uma escolha livre, porém má, do homem. Este é o ensino claro da palavra de Deus, Gn 3:1-6; Is 48:8; entre outros. O pecado tem caráter absoluto, além de sempre ter relação com Deus e sua vontade. Vemos em Jó 14:4 e Jr 17:9 claramente a doutrina da corrupção do pecado. O pecado tem sua sede no coração, como relatam os textos de Pv. 4:23 e Jr 17:9. Enfim, o que precisa ficar claro aqui é que após Gn 1: “Viu Deus que isso era bom”, o terreno fica pronto para contar-se o que causou a corrupção do mundo.

4. A corrupção do mundo de Deus

Até agora salientamos a idéia do pecado como um problema, já que, como já falamos, na própria criação “Deus viu que tudo era bom”. Neste momento é que queremos refutar o abrangente titulo de nosso trabalho, localizando assim, muitos dos problemas que enfrentamos no século XXI também, no decorrer da história.

Como conciliar o mal com a bondade de Deus e com a verdade de que tudo se origina em Deus? É possível? Bem, para responder essa e outras perguntas iremos voltar ao nosso texto base desta, se assim podemos dizer, breve dissertação. Em Gênesis 2:8-17, é relatado a vida do homem. Como lemos e compreendemos o homem vive num bem irrigado jardim de árvores frutíferas e maravilhosas no Éden. Há harmonia completa, desde as mais elevadas formas de vida até as mais inferiores. Embora haja tarefas a cumprir (v.150, o homem não precisa luta para extrair o sustento de uma terra hostil. Não nascem espinhos nem cardos. Usam-se só plantas como alimento. Isto tudo destaca a comunhão pacífica que nossos primeiros pais tinham com Deus. No jardim não há) mal, seja físico, seja moral. Também não há nenhuma angustia na experiência humana. O pecado ainda não existe.[14]

Neste jardim a duas arvores, a da vida e a da morte. O contexto nos informa que a arvore simboliza a liberdade de escolha entre o bem e o mal. Comendo da arvore o primeiro casal humano anseia “ser como Deus”. O casal quer determinar por si o que seja bom e mau e, assim, usurpa a autoridade divina. Neste sentido começamos a entender a corrupção do mundo de Deus.[15] Não no sentido de que Deus foi atingido com a pecaminosidade do homem, mas sim, que o relacionamento entre Deus e humanidade jamais seria o mesmo.

Através da atitude do casal a humanidade perde para sempre seu estado de inocência. Tão difícil o concerto. Pouco temo depois, os dois percebem que estão nus e fogem da presença de Deus. Não há mais unidade entre o casal. Por causa da ambição orgulhosa de Adão e Eva tornam-se pecadores e perdem a comunhão irrestrita com Deus. É preciso, portanto, lutar contra o mal em todos os níveis da existência. Gênesis 1-11 é o relato, nada mais nada menos, do que o poder corruptor do pecado. Desde o inicio da rebelião humana, o pecado vem desfigurando e manchando a boa obra de Deus.

Agora os valores de Deus são uns, os da humanidade são outros. Os desígnios de Deus são uns, os da humanidade outros. A justiça de Deus não é a mesma dos homens. O amor de Deus não é o mesmo que o dos homens. Quem Deus ama e se importa não são quem os homens amam ou se importam. A humanidade está alienada, ou melhor, corrupta contra o mundo de Deus. O drama insiste que a humanidade, não Deus, é culpada pela corrupção do mundo de Deus. Enfim, o mundo da experiência humana está fragmentado e quebrado, alienado e caótico.

Conclusão

Porque as pessoas muitas vezes agem injustamente? Porque não há preocupação com o próximo? Porque não há respeito? Porque muitas vezes parece que as pessoas não sabem ou não tem nem noção do que vem a ser o amor? Porque pessoas vivem tranquilamente com uma vida indigna? Porque, porque, porquês estão todos os dias em nossa mente. E a resposta pra muitas dessas perguntas, ou melhor, todas, é apenas uma, “pecado”. Destacamos no inicio brevemente o Deus criador, assim como, o problema do pecado e, por fim, a corrupção do mundo de Deus, e o que pretendemos com isso é mostrar e tentar explicar brevemente que muitos dos problemas, ou, dos “porquês” que o ser humano enfrenta hoje, é resultado do relato bíblico de Gênesis 1-11, mais especificamente, Gênesis 2-3.

Ao falarmos do Deus criador baseado em Gênesis 1, já havíamos imaginado o problema que surgiria em seguida, pois, só é debatido como problema porque quando Deus cria tudo, logo após, afirma que tudo o que fez é bom. Isso acontece, como já mencionamos, nos relatos de Gn 1 versos 4; 10; 12; 18; 21; 25 e 31. e surge a grande pergunta: como Deus afirma tudo ser bom se a sua própria criatura o desobedece? Por isso, denominamos o outro tópico como – o problema do pecado. Neste analisamos exatamente se o Deus Criador havia falhado de alguma maneira. Em seguida nos detemos na questão da corrupção do mundo de Deus, o qual nosso trabalho foi intitulado. O que pretendemos mostrar é que o pecado gerou não só a corrupção do mundo de Deus como conseqüência, mas também, nas suas partes, como por exemplo, a identidade do ser humano, que foi corrompida.

Identificamos, portanto, o pecado como o orgulho que leva o ser humano querer ser igual a Deus. A inveja por não conhecer nem o bem nem o mal. A intenção de independência. Enfim, o pecado no Antigo Testamento é, acima de tudo, a afirmação da rebelião ocorrida da raça humana para com o próprio Deus. Concluímos no entanto, que o ser humano não é e nem nunca será merecedor da graça e amor de Deus. Mesmo assim Deus perdoou a raça e, ainda mais, a redimiu de seus pecados demonstrando a maior prova de seu amor, que foi entregar seu único filho. Jesus Cristo se fez maldito por cada um de nós. O pecado nos afasta do Deus vivo, mas Jesus Cristo anula nossos pecados e nos aproxima novamente de Deus.

“O pecado é um dos mais tristes fenômenos da vida humana, e também o mais comum. Faz parte da experiência comum da humanidade e, portanto, impõe-se à atenção de todos os que não fecham deliberadamente os olhos para as realidades da vida humana”. [16]


[1] BERKHOF, Louis – “Teologia Sistemática” – pág. 211.

[2] WILIAN S. Lasor; DAVID A. Hubbard; FREDERIC W. Bush – “Introdução ao Antigo Testamento” – pág. 24.

[3] BERKHOF, Louis – “Teologia Sistemática” – pág. 205.

[4] Idem – pág. 207.

[5] Id.ibid – pág. 207.

[6] Id.ibid – pág. 206 –207.

[7] Berkhof – “Teologia Sistemática” – pág. 207.

[8] Id.ibid. – pág. 211.

[9] BERKHOF, Louis – “Teologia Sistemática” – pág. 213.

[10] BERKHOF, Louis – “Teologia Sistemática” – pág. 213.

[11] Id.Ibid. – pág. 213.

[12] Id.Ibid. – pág. 214.

[13] Id.Ibid. – pág. 214.

[14] WILIAN S. Lasor; DAVID A. Hubbard; FREDERIC W. Bush – “Introdução ao Antigo Testamento” – pág. 27.

[15] IDEM.

[16] BERKHOF, Louis – “Teologia Sistemática” – pág. 211.

BIBLIOGRAFIA

BERKHOF, L. Teologia Sistemática. São Paulo, editora Cultura Cristã, 2004, 700 págs.

LASOR, W. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo, editora Vida Nova, 1999, 800 págs.

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