A presença da Graça em Malaquias

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“Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição”. Malaquias 4:6 (ARA)

Mesmo a linguagem sendo ambígua, isto é, ter vários sentidos, possivelmente indica a conversão do povo judeu antes da vinda de Cristo (Rm 11:26). Todos os corações serão unidos novamente em Cristo. O Antigo Testamento termina com a palavra maldição, pondo em questão a necessidade de o Messias vir para retirar a maldição do pecado pelo sacrifício de si mesmo (Gl 3:13).

O que percebemos é um contraste entre o Antigo Testamento e o Novo Testamento. O antigo pacto termina com uma ameaça velada: “para que eu não venha e fira a terra com maldição” (Mal 4:6). Mas o Novo Testamento encerra-se com uma benção muito ampla: “a graça do Senhor Jesus seja com todos” (Ap 22:21). Sim, a lei era o ministério da condenação, mas Cristo a salvação eterna para todos os que creem.

Antes em Malaquias 3:7, Deus havia implorado ao povo: “Tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós”. Esse mesmo verbo que tem o sentido de “motivar e ocasionar o regresso” ou de “restaurar”, está presente também em 4:6. Se os filhos se arrependerem do seu pecado, a sua relação com Deus e com seus pais se renovará. A atitude dos seus corações estará em harmonia com a fé que tinha Abraão.

A resistência à súplica que tinha o mensageiro de Deus traria terrível maldição sobre a terra. Malaquias anunciou maldições em três passagens anteriores (1:14; 2:2; 3:9), mas esta (4:6) é a primeira vez que uma palavra tão forte é usada. Freqüentemente traduzida por “praga”, essa maldição compreende extermínio, a destruição total dos seres humanos e suas propriedades.

O extermínio da raça humana, já iminente desde a queda, novamente é perdoado pela misericórdia e graça de Deus.

Bibliografia

CHAMPLIM, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Vols. 4 M-O. Hagnos, 2002.

MALAQUIAS. Bíblia Sagrada Almeida Revista e Atualizada. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.

WOLF, H. Ageu e Malaquias. São Paulo: Vida, 1986.

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Sobre Douglas Weege
Professor

3 Responses to A presença da Graça em Malaquias

  1. (“Mesmo a linguagem sendo ambígua, isto é, ter vários sentidos.”) É muito profundo esse campo de pensamento, o que vejo é que só na linguagem teológica o homem se torna incapaz de falar a verdade absoluta concernente às coisas relacionadas ao reino dos céus ou de Yaohuh (“Deus”). É exatamente nesse ponto é que se torna necessário a intervenção do poder do nosso Eterno Criador Yaohuh, o seu Espírito Santo, para nos dar o verdadeiro entendimento de sua palavra de acordo com com os seus pensamentos. Sendo assim, entre um povo que professa seguir o verdadeiro salvador Yaohushua (“Jesus”), jamais existirá entre eles uma linguagem ambígua. O Eterno não muda e nem há Nele sombra de variações, portanto entre o seu povo todos falam a mesma linguagem. Os Yaohudins (“Judeus”), apesar do carinho, amor e ternura do Eterno constantemente na vida deles, sempre portavam com muitas rebeldias e descasos, eram ingratos e profanos diante de seu criador que tudo fazia por eles e para eles, de tanto blasfemar o santo NOME Yaohuh, sofriam severos castigos por isso, certo dia resolveram não pronunciar mais o nome do Eterno Criador, foi mais um grande erro, pois o verdadeiro NOME do nosso criador deve ser anunciado a todas as nações, porem só não pode ser tomado de forma leviana e portanto em vão, não ficaria assim por inocente que o fizesse.

  2. Obs. Verifiquei que o meu comentário ficou duplicado a palavra (com) e gostaria de corrigir (grande erro) por, grave erro. Obrigado!

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