¿Cuál es el lugar del factor religioso en el mundo?

Leonardo Boff

      Por más que la sociedad se mundanice y, en cierta forma, se muestre materialista, no podemos negar que en los tiempos actuales se está dando una vuelta vigorosa de lo religioso, de lo místico y de lo esotérico. Tenemos la impresión de que existe cansancio del exceso de racionalización y funcionalización de nuestras sociedades complejas. La vuelta de lo religioso solamente revela que en el ser humano existe una búsqueda de algo mayor. Hay un lado invisible en lo visible que nos gustaría sorprender. Quién sabe si allí se encuentra un sentido secreto que sacia nuestra búsqueda incansable de algo que no sabemos identificar. En ese horizonte no confesional quizás tenga sentido hablar de lo religioso o de lo espiritual. Sufrió todo tipo de ataques pero consiguió sobrevivir. La primera modernidad lo veía como algo premoderno, un saber fantástico que debía dar lugar al saber positivo y crítico (Comte)…

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A Teologia da Missão Integral dialoga com o marxismo?

Entre o dizer e o fazer: qual o elo de ligação?

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Vivenciamos um momento peculiar nos dias atuais. Estamos em meio a protestos e manifestações. Qual é a luta? Qual é o protesto? O que tem gerado indignação das pessoas no campo político? Poderá ter isso alguma relação com a vida cristã? Com a Igreja?

As perguntas não são poucas. São inúmeras.

Será que existe um único elemento gerador de todos os outros problemas? Penso que sim.

A indignação e repúdio manifesto nas ruas não é novo. Mas de tempos em tempos estes protestos voltam a tona. A história da igreja também já viveu isso. Um dos momentos mais marcantes da história da igreja cristã foi o que conhecemos como reforma protestante. Entre inúmeras angústias manifestas, por, primeiramente, John Wycliff e John Huss e, posteriormente, com Lutero, podemos destacar uma em especial e que pode ser comparada tranquilamente as manifestações atuais, a saber, a discrepante distância entre teoria e prática. Para entender melhor isto leia o texto bíblico abaixo:

Tiago 1:22-27

22 Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos.
23 Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho
24 e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência.
25 Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer.
26 Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum!

O texto acima é bastante claro e objetivo. Percebemos que o problema gerador de tantos males em nossa sociedade, seja na política ou na igreja, é, como já apontamos, a absurda distância entre o dizer e o fazer, isto é, entre o que prego e o que vivo, entre o que anuncio e faço. A pergunta que nos surge, pensando na vida cristã é: qual o elo de ligação entre o dizer e o fazer? Entre a teoria e a prática?

No que se refere a vida cristã o elo, evidente, que podemos destacar é a fé em Cristo. Ninguém consegue viver a novidade de vida que Cristo proporciona sem, obviamente confiar NELE. A fé em Cristo (re)liga o nosso dizer com o nosso fazer. Não há outro elo possível, pois somente este permite uma atitude fundamental para o cristão, a saber: o agir com Cristo.

Agir com Cristo requer que não sejamos apenas ouvintes da palavra, não basta ouvir. É preciso agir. Se ouvir bastaria, Cristo não convocaria seus discípulos para o seguirem. De tempos em tempos os protestos e as manifestações vem à tona não por obra do acaso, mas pela insatisfação da humanidade com discursos vãos, que não se tornam visíveis na prática. Essa é a tentação com que todos se deparam dia a dia, ou seja, dizer o que não faz; pregar o que não vive; comunicar o que não experimenta; etc. A fé em Cristo nos possibilita agir com Cristo e agir com Cristo nos possibilita dois exercícios espirituais diários. São eles:

1. Exercício da negação (versos 23-25) – agir com Cristo é viver a renúncia e a negação de si mesmo. É o esvaziar-se. Esvaziar-se de tal maneira a abster-se de toda satisfação. Pois a satisfação (e sua presença) apontam/denunciam o anseio de reconhecimento do indivíduo. Facilmente é possível perceber na vida de Jesus de Nazaré a negação de si mesmo, mesmo sendo um com o Pai. O exercício da negação (negar a si mesmo), e só ele, é capaz de fazer com que o indivíduo olhe mais para o próximo do que para si mesmo. E para que o indivíduo não seja mero ouvinte da palavra, mas praticante da mesma faz-se necessário a renuncia de si em prol do outro.

2. Exercício da relação (versos 26-27) – agir com Cristo é um exercício diário e pleno. Quando aprendemos a negar a nós mesmos podemos experimentar outro e fundamental exercício da fé cristã, isto é, o exercício da relação. Somos (ou deveríamos ser), como sabemos, Corpo de Cristo. Isto requer relacionamento. Requer intimidade. Estamos enganados se nos achamos praticantes da palavra sem o exercício da relação. E não se trata de qualquer relação. Trata-se de um relacionamento sacrificial, no sentido de gastar tempo com o próximo porque o próximo precisa de mim e eu como próximo do próximo também preciso dele.

Um membro é dependente do outro no Corpo. Isto não é novidade, mas porque não vivemos? Por que não experimentamos? Por que há um abismo entre o dizer e o fazer? Porque não confiamos em Deus. Porque não temos fé em Cristo. O elo que possibilita fazer o dizer é a fé em Cristo. É somente através dela que é possível. Pois esta fé é que nos permite a atitude fundamental de agir com Cristo. Finalmente, somente agindo com Cristo aprendemos dois exercícios fundamentais que geram transformação no indivíduo e na sociedade, ou seja, aprendemos a exercitar a negação e aprendemos a exercitar a relação. “Não sejamos apenas ouvintes”.

So um Deus nos poderá salvar

Leonardo Boff

A crise de nossa civilização técnico-científica exige mais que explicações históricas e sociológicas. Ela demanda uma reflexão filosófica que desemboca numa questão teológica. Quem o viu claramente foi Martin Heidegger (1889-1976), antes mesmo que tivesse surgido o alarme ecológico.Numa famosa conferência em 1955 em Munique “Sobre a questão da técnica”na qual estavam presentes Werner Heisenberg e Ortega y Gasset, ele tornou claro o risco que o mundo natural e a humanidade correm quando se deixam absorver totalmente pela lógica intrínseca deste modo de pensar e de agir: intervem e manipula o mundo natural até às suas últimas camadas para tirar benefícios individuais ou sociais. A cultura técnico-científica penetrou de tal forma na nossa autocompreensão que já não podemos entender a nós mesmos nem viver sem essa muleta que introjetamos em nosso próprio ser e estar-no-mundo.

 

 Ela representa a convergência de duas tradições da filosofia ocidental: a platônica de cariz…

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África: Continente Amaldiçoado? – Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastor Marcelo Santos

marca de caim

A primeira vez que ouvi alguém dizer que a África era um continente amaldiçoado foi pela boca de um irmão, que já está na glória. Como era uma pessoa dada ao exotismo bíblico, que sempre via o que nunca alguém vira, e muito problemática, logo rejeitei a ideia. Além de estapafúrdia, a declaração vinha de uma pessoa que eu, embora tivesse apenas 15 anos, sabia não merecer crédito.

A “base bíblica” foi a maldição sobre Caim (Gên. 4.11). Vez por outra, pessoas  ignorantes da Bíblia e que a usam de maneira atomizada, sacando passagens do contexto, e ignorantes da obra de Cristo, presas e apaixonadas às maldições veterotestamentárias, ressuscitam a ideia esdrúxula. É impressionante o que a ignorância, aliada à empáfia, faz! Para  alguns intérpretes (foi o caso deste irmão que me deu sua interpretação) o sinal posto sobre Caim foi a cor negra.

Por isso, a África e os…

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II Timóteo 1:7

Santo Timóteo

 

Antes de entrarmos propriamente no estudo é preciso termos um balanço geral do que está por de traz do texto que iremos abordar, ou seja, o pano de fundo. Vejamos então.

Data e lugar da redação:

Esta Segunda Epístola a Timóteo, discípulo e colaborador de Paulo, tem uma entonação especialmente dramática. Segundo alguns, interpretam os testemunhos que encontramos na própria carta, a sua redação pode situar-se na época de Nero, por volta dos anos 66 ou 67, quando o apóstolo se encontrava preso em Roma (2.9; cf. 1.8,16-17).

Já anteriormente havia passado dois anos na prisão, na capital do império; mas foram dois anos de prisão atenuada, de um regime aberto que, inclusive, lhe permitia dispor de casa independente (At 28.30). Depois disso, parece que foi posto em liberdade e que, durante algum tempo, pôde dedicar-se novamente ao seu trabalho de apostolado na Macedônia, Creta, Ásia Menor e outros lugares. Leia mais deste post

A presença da Graça em Malaquias

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“Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que eu não venha e fira a terra com maldição”. Malaquias 4:6 (ARA)

Mesmo a linguagem sendo ambígua, isto é, ter vários sentidos, possivelmente indica a conversão do povo judeu antes da vinda de Cristo (Rm 11:26). Todos os corações serão unidos novamente em Cristo. O Antigo Testamento termina com a palavra maldição, pondo em questão a necessidade de o Messias vir para retirar a maldição do pecado pelo sacrifício de si mesmo (Gl 3:13). Leia mais deste post

Pecado: a corrupção do mundo

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Majoritariamente as pessoas não pensam. Elas não interrogam. Apenas consomem e agem de acordo ao que a sociedade impõe. Sem saber se é certo ou errado. Não há busca. Há miséria. Não há paz. Há guerra. Por quê? As pessoas não sabem responder. E não sabem responder por causa de um único problema, o pecado.

“O pecado é um dos mais tristes fenômenos da vida humana, e também o mais comum. Faz parte da experiência comum da humanidade e, portanto, impõe-se à atenção de todos os que não fecham deliberadamente os olhos para as realidades da vida humana”. [1] Leia mais deste post

A Era Patriarcal e o Século XXI

A intenção deste ensaio é de relacionar a concepção de Deus da “Era dos Patriarcas” com a concepção do “Século XXI”. Para isso vejamos ambas as partes separadamente para depois relacionarmos.

A Era Patriarcal

Gostaria de fazer um pequeno resumo sobre a Era Patriarcal com base em Walter C. Kaiser Jr..

A partir de Gênesis 12 começa uma nova era na revelação divina, a qual chamamos de “Era dos Patriarcas”.  Esta era é assim chamada porque Deus escolhe alguns homens para proclamar a palavra de Deus para toda a humanidade.

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Reino de Deus e Reino dos Céus

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O Reino de Deus e o Reino dos Céus são temas centrais da pregação de Jesus, segundo os evangelhos sinóticos. Enquanto que em Mateus, que se dirige aos judeus, na maioria das vezes fala em Reino dos Céus, Lucas fala sobre o Reino de Deus, expressão essa que tem o mesmo sentido que em Mateus, ainda que é de mais fácil entendimento para os que não eram judeus. O emprego de Reino dos Céus, em Mateus, certamente é devido á tendência, no judaísmo, de evitar o uso direto do nome de Deus. Seja como for, nenhuma distinção quanto ao sentido, deve ser suposta entre essas duas expressões. Leia mais deste post

Do Pensamento no Deserto

CRÔNICAS, ARTIGOS, ENTREVISTAS E IDÉIAS DE LUIZ FELIPE PONDÉ

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"Quebre os grilhões da cela, mas não se assuste se o prisioneiro não sair, talvez a cela seja absurdamente confortável."

PROFUNDIDADE

"A caminhada com Cristo tem a força de enxugar cada lágrima com um poderoso renovar de fé e esperança em dias melhores."

Teologia Hermenêutica

Sobre os equívocos, exageros, métodos e possibilidades de interpretação teológica no pensamento cristão.

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Ariovaldo Ramos, Blog

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Douglas Weege

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A vida que tenho.

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TROPICAL - AIRO

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